11/01/2010

Carta à secretaria de turismo de Foz

Recebi por email uma carta que foi enviada à prefeitura de Foz.
Como concordo com genero, numero e grau. Repasso:

Curitiba, 29 de dezembro de 2009.

Bom dia

Meu nome é Adriana e escrevo para expressar a minha grande tristeza e indignação ao ver o tratamento que a minha querida cidade está recebendo da prefeitura quanto às questões relacionadas ao turismo.

Hoje, moro em Curitiba (são 4 anos), mas nasci, cresci, me formei e casei em Foz, minha família e meus amigos ainda estão aí, então sempre que posso faço uma visita. Toda a minha vida (27 anos) e nunca antes havia me deparado com uma situação de abandono, tão explícito como o visto agora, por parte da prefeitura.

Deixando bem claro, passei o Natal em Foz e o que eu vi foi:

    • Canteiros de praça com mato até o joelho. Trevos, rotatórias e similares com o mato mais alto ainda, meio fio precisando de pintura.
    • Água acumulada às margens da Av. das Cataratas (próximo ao Hotel Carimã). Que eu saiba o mosquito da dengue não está em extinção para que o seu habitat seja preservado a esse ponto.
    • Decoração natalina, POR FAVOR, ter coragem de chamar AQUILO que fizeram com a praça do Mitre de decoração me dói de vergonha. Era melhor que não tivessem feito nada, eu juro. Além disso, já que era uma decoração natalina, por que na noite do dia 25, que passei na frente da praça, as luzes não estavam acesas???

O que eu não vi:

Nem sequer um pisca-pisca nas avenidas Brasil, Paraná, República Argentina entre outras foi encontrado.

Nenhuma decoração em lugar nenhum – uma cidade que nem parecia saber da existência do Natal.

Gostaria muito de uma explicação, ao menos razoável, do que está acontecendo.

Ainda me recordo dos desfiles de Natal da época das Lojas Hermes Macedo, que apesar de simples, alegravam toda a população e os turistas. As decorações cheias de luzes nas principais avenidas (Cataratas, Jorge Schimmelpfeng, Paraná, Brasil e JK. As luzes dispostas na forma de pinheiro nos altos postes dos principais trevos de acesso à Foz. Sem falar do asseio básico com a estrutura física da cidade que é percebida pelo turista e cidadão iguaçuense.

Não dá pra entender como uma prefeitura que acabou de receber U$ 707,7 mil só de ROYALTIES de Itaipu (em 26 de novembro de 2009), poderia dizer que falta dinheiro (Como ficará então quando os royalties acabarem?), falta vontade...

Ainda assim, sem os royalties, temos a TAXA DE TURISMO (Lei Municipal N° 1377, de 23 de dezembro de 1987), que se a secretaria de turismo não sabe, cobra 2% do valor da Unidade Fiscal do Município (que é de R$ 47,34 em vigor para o ano de 2009), por hóspede/dia, e que essa renda seria destinada exclusivamente para obras e atividades do setor de turismo da cidade.

Fico imaginando o montante neste ano, só de pensar que em 17 de dezembro foi ultrapassada a marca de 1 milhão de visitantes ao Parque Nacional do Iguaçu, sendo que não tenho como calcular quantas diárias teve cada turista, além daqueles que não foram ao parque...reitero com adendo: será que é só falta vontade?

E se fosse falta de dinheiro, seria um lapso de boa vontade fazer uma solicitação formal à Receita Federal, de uma doação de artigos natalinos, luzes, guirlandas para enfeitar a cidade, já que estes estão lotando os depósitos da instituição sem que tenham qualquer utilidade???

Sonho com o dia que a minha cidade não será apenas CATARATAS, ITAIPU, ARGENTINA E PARAGUAI. Um lugar onde o turista queira permanecer sempre um dia a mais por ter o que fazer, com atrativos diferenciados, ser uma cidade aconchegante, linda de se ver. Eventos como o Natal de Luz de Gramado – RS, ou apresentações natalinas como as do Palácio Avenida em Curitiba, são alguns dos belos exemplos que devem ser copiados.

Cada dia que o turista fica a mais, é mais dinheiro entrando, é mais renda, mais emprego, mais imposto....por que nada é feito?

Se continuar esse descaso, prefiro que não sejam feitas campanhas para os turistas conhecerem Foz durante a Copa de 2014, pois fora os atrativos já citados, seria uma grande decepção.

Como a prefeitura vai querer que os cidadãos enfeitem suas casas se não dá o exemplo? Não existe nenhum esforço para estimular qualquer coisa por parte da administração atual, a não ser cobrança de multas.

Lembro que nas últimas eleições muitos amigos me disseram, votarei nos mesmos por ser a opção menos pior. Não era satisfação com a atual administração, e sim a obrigação do voto, que acaba com a democracia. Chego a querer de volta os antigos governantes de sempre que pelo menos partiam do princípio do “ROUBO, MAS FAÇO”.

SOU APAIXONADA POR FOZ e gostaria muito que os iguaçuenses, de nascimento ou coração, também se indignassem com essa situação e passassem a exercer com mais veemência os seus direitos de cidadãos, para mostrar que estamos a par dos acontecimentos e podemos requerer atitudes ou intervenções.

ATENCIOSAMENTE E NO AGUARDO DE PROVIDÊNCIAS.

        ADRIANA HEINDRICKSON CUNHA MERÉTIKA

3 comentários:

Jorge disse...

"Roubo mas faço!?!?!?!" Meu Deus!!!

Carlos: disse...

Essa frase de cima e conhecida em Londrina, aqui as coisas também estão deixando a desejar ....

Anônimo disse...

Podemos perceber nitídamente que os que se dizem ser os atuais governantes de Foz estão apenas preocupados com coisas banais e com o seu bolso,para que não é? pensar na população que aqui reside ou quem vem a passeio se eles não tem envolvimento sentimental nenhum com um desses outros ser. Essa foi a frase que escutei de uma pessoa que se diz trabalhar no serviço público,"eu não tenho envolvimento setimental com nenhum de vocês", então o que esperar?